Publicado por Redação em Notícias Gerais - 08/01/2015

Anvisa aprova primeiro remédio via oral contra hepatite C

A hepatite C é uma doença caracterizada por uma inflamação do fígado, que pode ser causada por infecções virais ou através de bactérias, pelo uso de álcool, de medicamentos, drogas ou por doenças hereditárias ou autoimunes.

A Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai anunciar nesta semana a aprovação do primeiro medicamento para hepatite C administrado via oral. Até o momento, os pacientes brasileiros contavam apenas com o recurso de tratamentos injetáveis. O Ministério da Saúde deverá incorporar o novo medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS), após a aprovação da Anvisa, responsável pela comercialização de medicamentos para que possa ser distribuído no país.

O medicamento tem maiores porcentuais de cura e menos efeitos colaterais do que os injetáveis. O remédio via oral já é utilizado em outros países e o tempo de tratamento também é menor. O tratamento contra a hepatite C através do medicamento via oral alcança resultado em três meses, enquanto o medicamento injetável tem longo prazo de nove meses.

Pesquisadores testam vacina contra hepatite C em humanos

Em outubro de 2014, o Ministério da Saúde havia informado um pedido de prioridade à Anvisa para analisar três medicamentos via oral no combate á hepatite C: sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir. Apenas um deles deverá ter a aprovação anunciada esta semana. Os demais terão a autorização emitida posteriormente.

O vírus da hepatite C é uma doença que pode ser transmitida por meio da transfusão de sangue, pelo compartilhamento de material para uso de drogas ou de higiene pessoal, como lâminas de barbear e depilar, além de alicates de unha e objetos usados em tatuagens, por exemplo. Segundo estimativas, a doença afeta entre 1,4% e 1,7% dos brasileiros e a maioria acima de 45 anos de idade.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que, após aprovados pela Anvisa e incorporados ao SUS, os novos medicamentos beneficiem 60 mil pacientes da rede pública nos próximos dois anos.

Fonte:www.apcd.org.br
 


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