Publicado por Redação em Vida em Grupo - 09/08/2013
Abrir negócio com amigo exige mais e coloca relacionamento em risco
O sucesso de uma empresa está diretamente ligado à sinergia de seus sócios. E nada mais comum que recorrer a um amigo na hora da escolha, especialmente quando não há um familiar que possa fazer parte da sociedade.
O consultor empresarial José Carlos Ignácio, diretor da JCI Acquisition, afirma que há benefícios e desvantagens de ter como parceiro alguém tão íntimo. É inegável, porém, que a proximidade exige mais cuidados que um negócio entre desconhecidos.
“Entre amigos, há maior conhecimento da pessoa, das características profissionais e das expectativas, além de maior confiança. Entretanto, também há o medo perder a amizade diante de problemas ou bloqueios na hora de discuti-los. E o desejo de ter aquela pessoa querida como sócio pode prejudicar a análise da viabilidade da sociedade em si”, diz o especialista.
Ignácio explica ainda que é necessário estabelecer regras e cuidados para que a informalidade, típica entre amigos, não prejudique a produtividade. "O clima de fim de semana não cabe no dia a dia da empresa. É preciso equilíbrio e responsabilidade para não misturar as situações."
Sobre o risco de término de amizade em caso de fracasso do negócio, o diretor da JCI Acquisition admite que é comum isso ocorrer.
“Na maioria das vezes, o insucesso representa frustração para com o amigo, de forma parcial ou total. Além disso, a convivência social torna-se penosa por trazer a lembrança de momentos infelizes da sociedade”, afirma.
A JCI Acqusition
Fundada pelo administrador José Carlos Ignácio, a JCI iniciou suas atividades focada em Avaliação, Compra e Venda de Empresas. Graças ao crescente número de negócios realizados e à solicitação de clientes, especializou-se em Relacionamento e Coordenação de Sócios, através de metodologia própria.
Atualmente, o portfólio de serviços também inclui Auditoria de Aquisição (Diligência) e Recrutamento e Seleção de Executivos.
O sócio-fundador da JCI Acquisiton, José Carlos Ignácio, possui bacharelado em Administração de Empresas, MBA e Pós Graduação Latu Sensu. É também palestrante e passou por diversas organizações nacionais e multinacionais.
Com seu know-how, já participou de processos de Fusão e Aquisição e de Relacionamento de Sócios em diversas empresas em todo o Brasil.
É autor do recém-lançado livro Todo relacionamento entre sócios pode ser melhorado (Anadarco Editora).
Fonte: cqcs
Posts relacionados
Plano de saúde poderá subir até 9,04%
É o maior reajuste dos últimos 8 anos e terá impacto nos contratos de 8,4 milhões de beneficiários com planos individuais e familiares
Susep e CNSP acabam. Vem aí, a Comissão Nacional de Seguros
Se depender exclusivamente da vontade da diretoria da Susep, a autarquia será mesmo transformada em uma agência reguladora, nos mesmos moldes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo.
Susep fixa nova data para registro eletrônico de produtos
A Susep enviou carta circular para seguradoras, entidades abertas de previdência privada e sociedades de capitalização informando que, em virtude do sistema de registro eletrônico de produtos ter apresentado falhas durante o período reservado para testes,
Questão polêmica no Código Civil: salvamento no seguro de vida
Por mais cuidado que se tome na elaboração de uma lei, sempre ocorrerão questões dúbias e polêmicas. É o caso do texto do § único, do artigo 771, do Código civil Brasileiro, o qual estabelece: "Correm à conta do segurador, até o limite fixado no contrato, as despesas de salvamento consequente ao sinistro".







